Call of Duty exclusivo do Xbox não faria sentido para a Microsoft, diz o ex-chefe do PlayStation


Com a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, um dos principais tópicos de discussão continua sendo a possibilidade de Call of Duty se tornar um exclusivo do Xbox,  algo polêmico nas últimas semanas, mas no qual Jack Tretton, ex-chefe da Sony PlayStation, também está de volta, segundo o qual a exclusividade deste jogo não faria sentido, financeiramente.

Continuam a chegar declarações de Jack Tretton, ex-número da Sony PlayStation nos Estados Unidos, que foi recentemente entrevistado pela IGN e falou, entre outras coisas vários outros tópicos, incluindo a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft e suas possíveis consequências.

De acordo com Tretton, um exclusivo de Call of Duty para a Microsoft não faria sentido financeiramente, assim como outros títulos conhecidos da Activision e da Blizzard: “Não acho que eles tenham como objetivo transformar esses jogos em exclusivos. Não acho que faça sentido financeiro para eles pegarem Call of Duty e torná-lo exclusivo”, considerando por outro lado como “no passado eles não se comportaram dessa maneira”.

A ideia de Tretton deriva provavelmente das potenciais perdas em termos de vendas que resultariam do encerramento da série nas restantes plataformas.

A consideração pode parecer um pouco estranha do ex-chefe da Sony em questão, já que sob sua liderança a PlayStation começou a fazer acordos de parceria com a Activision Blizzard para ter conteúdo exclusivo de Call of Duty, mas segue uma certa opinião sobre todo o mercado de jogos. De acordo com Tretton, de fato, “acho que as novas aquisições e fusões que continuamos vendo se baseiam principalmente no desenvolvimento multiplataforma”, relatou, incluindo as manobras da Sony nisso, como vimos com a Bungie e o desejo de manter Destiny também em outras plataformas.

Tretton também é defensor de aquisições e fusões, mesmo de grandes dimensões, argumentando que não é delas que surgem as maiores ameaças em termos de concorrência. De acordo com o ex-chefe da Sony PlayStation, de fato, a maior concorrência para os videogames em geral, neste momento, são outras formas de entretenimento, considerando que o tempo livre das pessoas é limitado.

 

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