PS5: Sony visa multiplayer e GaaS, é o fim da era single player do PlayStation?


Durante o último relatório financeiro, o CFO da Sony anunciou que a empresa publicará pelo menos 10 jogos como serviço agora e 2026 , portanto, produções que podem variar de free-to-play a experiências multiplayer pagas, mas em qualquer caso com o ‘objetivo de manter os jogadores viciados por anos com atualizações constantes e um modelo de monetização baseado em microtransaçõese/ou DLC “. Em suma, para uma fatia considerável de usuários que não receberam muito bem a notícia e agora temem que esse foco da Sony “nos jogos Fortnite” afete de alguma forma o número e a qualidade das experiências que caracterizou a marca PlayStation por anos.

É claro que o objetivo da Sony é desempenhar um papel de liderança no mercado de jogos multiplayer e serviços. Isso também foi fundamentalmente confirmado por Jim Ryan, o chefe da SIE, no momento da aquisição da Bungie, que terá uma grande importância estratégica no futuro do PlayStation.

Jogos gratuitos como Fortnite, Apex Legends, League of Legends, só para citar alguns, estão entre os títulos mais jogados e faturam bilhões de dólares todos os anos. Um mercado que ao longo dos anos se tornou cada vez mais importante e próspero e, portanto, a Sony não pode mais negligenciar.

Em tudo isso, lutamos para entender todos os jogadores que ainda têm uma mentalidade bastante preconceituosa em relação a esse tipo de jogo. E na internet (também aqui no Windows Club) vemos todos os tipos de comentários, como aqueles que basicamente os definem como o “câncer da indústria”, “jogos de baixa qualidade feitos apenas para tirar dinheiro” e assim tem mais. Um sinal de que eles provavelmente nunca tocaram seriamente um sequer.

Se você é um deles, revelamos uma verdade chocante: se os GaaS têm bilhões de dólares é porque existem milhões de jogadores que os apreciam, tanto em termos de conteúdo quanto (segurar) o modelo econômico em que eles são baseados. Claro, eles estão cheios de microtransações, Battle Pass com recompensas convidativas e muito mais, mas na maioria dos casos nada que possa beneficiar um jogador em detrimento de outro que não coloca a mão na carteira e, portanto, totalmente opcional. Ao mesmo tempo são jogos que recebem apoio constante e em alguns casos até muito abundante, conseguindo entreter os jogadores por anos e anos, o que é praticamente impossível com um modelo econômico tradicional ou sem mensalidades, como é o caso de MMOs como Final Fantasy 14 e World of Warcraft.

Fechado esse parêntese, é bom reiterar que um foco maior no serviço ao vivo e nas produções multiplayer da Sony não significa abandonar as experiências single player. Seria uma loucura pensar assim, considerando as vendas do Homem-Aranha da Marvel. Contudo, rumores apontam que até os estúdios tradicionais como Naughty Dogs e Insomniac Games estão criando jogos como serviço.

Por outro lado, a Microsoft tem investido neste ramo há muitos anos, como sucessos como Sea of Thieves e Forza Horizon 5, por exemplo. Agora com as suas mais recentes aquisições, abaixo você pode conferir alguns títulos concorrentes da rival.

Esperamos que não seja tarde para a Sony, apesar que o preço das suas atitudes foi sentida com a compra da Bungie, que segundo analistas, pagou caro demais. É o preço por dormir neste seguimento lucrativo.

Aparentemente, as próximas aquisições de estúdios do Playstation serão neste sentido, jogos como serviço, a Sony terá que se desdobrar para crescer e teremos que ver como seus fãs irão reagir a isso.